sexta-feira, 11 de abril de 2008

XXXVII - DAR UMA CHANCE Á VIDA…

“Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que realmente vale como principal!”
‘Gherdjef – pensador Russo’

A política é uma atividade que nos trás amigos, conhecidos, inimigos, e até relacionamentos fora do comum.
Quando formei a lista candidata á JSD do Barreiro em 1987 entre tanta gente acabou por surgiu alguém na minha vida, e atendendo a tudo quanto eu já tinha vivido em termos emocionais, achava eu que essa poderia ser mesmo a mulher com quem poderia formar um pacto para toda a vida. Não que eu acredite lá nas ladainhas da igreja católica, que diz que casamento é um contrato para toda a vida, não, nada disso. É só porque eu considero emocional e culturalmente importante o núcleo familiar. São raízes de formação que o longo do tempo me marcaram. A relação com a Fernanda foi assim um tipo de situação ‘flach’ relâmpago, ver, gostar, amar e casar.
Sim foi tudo isso, como num abrir e fechar de olhos, em meia dúzia de meses. E até o nosso primeiro casamento, por o civil, foi outro relâmpago, e aquilo que aconteceu em 2 de Setembro de 1988 foi algo incomum, pois que somente as quatro testemunhas tiveram conhecimento e acesso, mais uma, outra; potencia testemunha que por falecimento de um familiar teve que ser substituída á ultima da hora.
Tanto os meus pais, como os pais dela estavam muito longe de saberem que tínhamos assinado um contrato, sim um contrato de união. Esse nosso contrato acabou por durar 18 anos, o que é isso mais do que um papel que se assina? É um compromisso entre duas pessoas que tem apenas a agravante de ser assinado, pois se duas pessoas realmente se querem, podem perfeitamente firmar esse pacto sem necessitar de assinaturas, bastando para tal a honra da palavra e dos sentimentos.
No nosso caso somente mais de um mês depois tomaram conhecimento efetivo do acontecimento, perante o ar perplexo de uns e quase naturalidade de outros.
É para mim um grande orgulho recordar a forma relativamente serena e com entendimento de perfeita naturalidade com que os meus pais encararam a situação, o seu crescimento em termos de mentalidade e entendimento da nova sociedade constituiu para mim espanto atendendo já á sua idade relativamente avançada na época.
Por outro lado os pais dela, mais jovens, e que deveriam ter uma, outra visão da situação mostraram-se algo inadequados, sobretudo ela que armada em nova rica fazia muita questão de fazer o casamento com um noivo por si escolhido, e por outro lado um festão ao tamanho da sua imaginação. Afinal; acabou por acontecer tudo ao contrario, do que planeara; e nem casou a filha com quem queria idealizar e propor. Pois realmente aquela mulher pensava ser uma obrigação sua enquanto mãe a escolha de um marido para a filha e não a escolha livre por parte desta como se estivesse a trocar sacos de farinha por borregos, á boa maneira dos “labregos” lá da sua terrinha nas Beiras, com o devido respeito pelas gentes honradas das Beiras.
Engraçado que o pai da Fernanda muito embora tivesse ascendência Indiana, não pensava dessa forma de modo algum, e era um homem bastante avançado e democrático.
Todos esses seus pensamentos da D. Ivone Reis Pinheiro, eram contrários as nossas formas de ver a vida, e por outro lado desde a primeira vez em que fomos apresentados que ficou bem patente que a nossa relação iria ser de cão e gato, como se confirmou ao longo de quase duas décadas.
Eu fui visto desde a primeira hora mais como um intruso suportável do que como um agradável genro, que a filha tinha escolhido de modo livre. Como senti sempre esse posicionamento, respondi também sempre da mesma moeda, mas nunca fiz figura de parvo ou de querer alterar esse posicionamento e estatuto.
A minha personalidade é difícil, eu reconheço, é a de alguém que suporta o indesejável até ao dia em que entende ser o limite da paciência. Quando esse limite é alcançado ou ultrapassado então se torna insuportável e ai acaba por dar-se a natural explosão com a desintegração do obstáculo, para possibilitar ao meu eu a continuação do caminho, assim como se fosse uma onda que quebra barreiras, ate acabar por se espraiar na areia branca e lisa de uma praia.
Gosto muito de pessoas sinceras e não cínicas, detesto mentiras, adoro frontalidade e nada de jogadas de bastidores, sobretudo amo muito a minha privacidade e da minha família, detestando as intromissões de quem quer tentar comandar a vida de outrem como se fosse o supra-sumo da inteligência e do conhecimento; e todos os outros uma cambada de atrasados mentais como aqueles que entendem que alguém para dar um simples “peido” tem antes de ter reconhecimento geográfico da zona e das condições climáticas para puder ser finalmente autorizado a poder dar o “pum!”
Algumas; soluções tem sempre o dom de gerar preocupações adicionais, mesmo tendo uma reconhecida eficiência em enfrentar os problemas.
Ao longo do tempo aprendi que para solucionar problemas, sobretudo os pessoais; nada melhor do que manipular uma boa dose de firmeza com um bom senso, o senso comum para agir no momento certo quando as coisas estão a passar dos limites quer seja pelo aumento da quantidade dos problemas, quer seja pelo tipo de situações que começam a surgir.
Não tenho razão nenhuma para lamentar a forma e o modo como solitariamente foi vivendo, de qualquer forma o modo profundamente solitário magoa, mas quando muito na mais profunda parceria com a consciência e nada mais, como acabou por ser concluído um relacionamento de mais de 18 anos. Não lamento o relacionamento de forma alguma; pois houve momentos bons e hoje somos bons amigos, mas na verdade a opção só poderia ser esta que tomei porque um relacionamento a dois deve ser a dois e não com a tentativa do comando de um terceiro elemento como se tinha transformado, com a presença constante da minha ex-sogra, a condicionar diretamente todo o relacionamento do casal.
Portanto nunca poderei ser acusado de ter provocado a ruptura, uma vez que a Fernanda teve todas as oportunidades do mundo para resolver a sua independência familiar, o que nunca conseguiu. Entendo o seu posicionamento enquanto filha única. Já não entendo o seu posicionamento enquanto esposa; dai que tenha optado por aceitar uma separação para manter o seu protecionismo á mãe, o que como tudo um dia tem um fim, assim vai acabar no dia em que lhe colocarem 7 palmos de terra em cima do caixote, ai sim vai tomar consciência de que mandou fora a sua vida por uma idéia de protecionismo, e agora esta só no mundo.
Não acho sem importância a previsibilidade cada vez maior de um confronto que ultrapassaria a discussão calorosa acerca dos limites do espaço e da opinião dessa personagem sinistra. Tive a oportunidade de pelos mais variados meios tentar poder dar a possibilidade de uma mudança de atitudes. Mas essas oportunidades tornaram-se fatores secundários perante a ânsia de notoriedade por parte da senhora e pela certeza de que não iria sofrer nenhuma alteração de comportamento.
Não se pode criticar a atitude da Fernanda, como já disse, atendendo a ser filha única. Agora a critica é apenas no sentido em que se tornou subserviente e se deixou amassar e arrastar para uma situação em que nunca seria a vontade de um ou do outro que iria prevalecer, nem muito menos a nossa vontade comum, mas como mera ditadura pessoal. O simples veredicto absolutista da senhora e, o assunto estaria definitivamente encerrado, e assim; feita a sua vontade, para seu grande e constante, contentamento pessoal.
Assim, o relacionamento com a Fernanda, que começou por ser mais de possibilidade de ser minimamente feliz, passou a ser de amizade, companheirismo, e no final, atendendo ao tema “sogra” e ás suas destrutivas opiniões, passou a uma fase em que o debate tinha perdido toda a profundidade, e importância, pois; a sensibilidade entre nós ainda poderia ter humanizado o debate sem achaques, mas nem isso.
A tudo isto; tenho ainda que somar que em termos íntimos o nosso relacionamento nunca conseguiu ter um rasgo, um bater de asas com uma renovação necessária, para que mentir, se na verdade nesse aspecto nunca fomos verdadeiramente compatíveis.
É talvez por essa mesma razão que eu não posso negar ter encontrado fora muitas vezes aquilo que nunca encontrei em casa, assim em 1994 surge a mais importante relação extra-conjugal, tão somente 6 anos passados do nosso casamento civil, por obra do acaso surge na minha vida a Drª Ana Sousa Leal, uma historidora da Câmara do Barreiro.
Não posso negar que aos 32 anos é com ela que finalmente eu me passo a conhecer na integra em termos pessoais, foi desde ai que me tornei no homem não egoísta que hoje sou em termos íntimos. Agora para mim, muito mais importante que me satisfazer primeiramente a mim próprio, importa satisfazer a minha parceira e; sobretudo, entender que no amor existe a dádiva de um ao outro desde que essa dualidade seja possível, tudo tende a correr bem para ambos, agora quando se parte do principio do egoísmo nasce imediatamente o individualismo, e; consequentemente a relação não pode de forma alguma avançar de um modo positivo, e esta condenada ao fracasso total a curto ou médio prazo.
Foram meses maravilhosos, mas, que; como tudo na vida tem um principio e um fim, e também como tudo na vida tem as suas imperfeições. Eu tentei tudo para conseguir corrigir o seu problema de anorexia, mas era impossível, era bem mais forte e grave do que ela própria poderia supor, e nem a possibilidade de me poder perder conduziu a uma melhoria. Reconheço que fez esforços, mas sempre eram dominados pela potencia da própria doença que como penso são sabedores; não é mais do que um grave distúrbio mental, e uma doença de tratamento na área da psiquiatria e o esforço e força de vontade pessoal é em grande parte determinante para a cura, ou pelo menos controle da doença.
Fazia alguns esforços no sentido de comer carne á minha frente, não resolvia, no entanto nada, pois logo em seguida uma providencial ida ao WC, concluía o esforço com a vontade inquebrantável de vomitar tudo.
Para além do fato de não comer carne e ingerir também muitas bebidas alcoólicas, junto com outro tipo de alimentação muito pouco nutriente, ainda agravava mais o seu estado físico e a sua situação clinica.
A única coisa que realmente a compensava e que parecia alimentar era poder desfrutar do amor, de um modo pleno e total como nunca na minha vida tinha visto ou sentido alguém poder desfrutar e de forma permanente.
Eu acabei por me deixar envolver por esse jogo de sedução e fazer loucuras que noutras circunstancias normais jamais faria e seriam de todo impossíveis no meu modo de viver. Correr riscos totalmente desnecessários, só pelo puro prazer. Pelo puro prazer de quantas e quantas vezes simples aventura.
Outras vezes, as situações eram místicas e estranhas, como o dia em que me dei comigo no interior de uma capela abandonada em plena serra da Arrabida, rodeado de velas, em plena noite de um luar maravilhoso, fazendo amor com ela. Por ali ficamos até ao nascer do dia, correndo o risco de alguém entrar ou passar e achar estranho um automóvel ali estacionado e luz de velas dentro da capela.
Ela como historiadora tinha uma paixão terrível por assuntos ligados á época medieval, dos Templários, e também do período Manuelino.
É espantoso como aqui no Brasil, vim a descobrir uma capela em tudo igual, na sua imagem exterior, com um alpendre igual, e até a disposição das colunas e capitéis. Ando curioso por poder visitar o seu interior, para me certificar se é igual á da mística noite da Arrabida, onde voltamos vezes sem fim e de onde admirava ver o nascer e por do sol.
Nem sabia como, mas muitas vezes voltava totalmente só aquele local, umas vezes simplesmente para me sentar no exterior e meditar, outras para ver o nascer ou o por do sol. Aquele local me transmitia sempre uma estranha sensação de paz interior, uma tranqüilidade aliada a estranha sensação de imortalidade e profundidade da alma.
Alguém pode imaginar como normal que se possa fazer amor em plena noite, no meio de uma mata, como nós fizemos no meio da ‘Mata Nacional da Machada’ no Barreiro. Amor feito debaixo de um intenso temporal, encostados a uma enorme arvore com os relâmpagos a iluminar o céu e a chuva a cair sobre nós, como se estivéssemos num duche, e acabar a rebolar no chão como dois animais no meio da lama. Regressando a sua casa completamente despidos, dentro do carro, e entrando na casa dela na Quinta da Lomba, naquele deplorável estado de corpos encharcados e cheios de lama, correndo o risco de os vizinhos das vivendas anexas nos poderem ver naquele aparato de claro atentado ao pudor, e de loucura descontrolada. No dia seguinte ela levava o seu carro para lavar e limpar, e nem eu sei bem como justificava aos funcionários do lava jato, os estofos naquele estado, cheios de lama e água.
Como é possível alguém ir jantar a Sesimbra, a um conhecido e elegante restaurante e; acabar a fazer amor no meio de um penhasco na Serra da Arrabida, com o mar em fundo, e depois de ela ter tido o arrojo de fazer sexo oral em pleno restaurante, metida debaixo da mesa, sem qualquer hipótese de eu parar com a situação, sob pena de também eu me expor ao ridículo.
O mesmo aconteceu em Setúbal, e da mesma forma acabamos a fazer amor no meio de um dos miradouros da serra com o mar e o Convento da Arrabida como cenário de fundo.
Consegue alguém imaginar um dia inteiro a fazer amor até á exaustão, e ela conseguir ter orgasmos múltiplos, sem conta, e não querer parar, querendo, pedindo exigindo sempre mais, e mais...
Eu cheguei a um momento da minha vida, naquela época em que tive que conseguir parar e pensar o que me movia realmente no relacionamento com aquela mulher. Tratava-se de conseguir caracterizar e interpretar o comportamento dela e o meu próprio, naquela fase da minha vida.
Era sem duvida uma relação dominada por sexo. Sexo puro e duro, com a Ana Sousa Leal. Aquele tipo de relacionamento em que se descobre uma novidade em cada dia e em que nunca se quer parar de descobrir mais, e cada vez mais, chegando ao ponto de nos deixar possuir pelo puro prazer, simplesmente pelo prazer, é como estar de certa forma dependente como um toxicodependente. Mas para quem vive esta situação; em vez de consumir tóxicos, consumimos sexo, e vamos aumentando a dosagem a cada novo consumo, porque o corpo e a mente nos reclamam sempre mais, cada vez mais.
Por vezes chegava a ter medo de mim próprio, mas mais medo ainda dos não limites dela, que em varias ocasiões me aparecia com uma imagem de insaciável, com uma imagem quase ninfomaníaca totalmente deformada da realidade.
Ou melhor; daquilo que consideramos a realidade convencional.
Como tinha sido possível encontrar alguém tão inteligente, e ao mesmo tempo ter uma clara tendência para encontrar o seu escape de vida no sexo e nos seus mais variados conteúdos e formas.
Depois com o seu apetite incontrolável, sem medir nem tempo nem espaço ou local, a minha lógica estava também a ser de certa forma colocada á prova e banalizada. Alguns limites foram ultrapassados, muito para além daquilo que eu até então tinha como razoável, pois ninguém imagina como normal que entre outras coisas se possa; estar num conhecido restaurante e de um momento para o outro a nossa acompanhante desapareça debaixo da toalha da mesa e nos comece ali mesmo a fazer sexo oral, apenas porque sentiu vontade, e não resistiu.
Só pode estar doente, muito doente ou ser muito louca, totalmente desviada das normas convencionais. Por outro lado; eu ao entrar também nessa loucura passei a ser conivente e a permitir e participar diretamente dessa situação, sendo tão ou mais irresponsável e louco do que ela.
Então entre ficar tão ou mais louco que ela, ou parar, eu decidi parar, afastar-me dessa grande loucura diária da minha vida, e mesmo contra a sua vontade coloquei um ponto final em tudo aquilo e de um modo radical.
Hoje, eu penso muitas vezes, que se eu tivesse conseguido corrigir o seu problema psico-alimentar, se não teria sido possível aproximar mais aquela relação, e terminar com aquelas loucuras, mudando para algo mais de acordo com a normalidade. Cheguei a imaginar a minha vida mudada. Embarcar naquele relacionamento que tinha alguns momentos de loucura. Mas que ao mesmo tempo tinha muitos momentos de companheirismo; romance; amor; entendimento; respeito mútuo; lógica cultural em termos de debate de conhecimentos. Mas como conseguir viver tudo isso, que era sem duvida muito bom, em conjunto com o exagerado relacionamento intimo, esse sim que tinha que ser regrado, mas tudo isto, achava eu, poderia ser resguardado se terminassem os períodos de pura loucura e desorientação psicológica e comportamental.
Eu sabia, eu sei que poderia ter dado certo, e sofri muito interiormente por me sentir impotente perante tanta falta de capacidade em conseguir mudar alguém, em conseguir dar-lhe uma chance na vida!
No fundo talvez que tivesse sido uma chance mutua, embora por razoes dispares.
Ela estava doente, eu sabia perfeitamente que isso era real, mas eu não era medico, e muito menos os médicos conseguiam ajudar. Cheguei então á conclusão de que só ela própria iria conseguir ajudar-se e recuperar-se. Se tivesse forças para isso, e vontade muito forte a nível interior, e; sobretudo mental.
Sei hoje que tal como eu suspeitava na época, jamais se conseguiu ajudar e recuperar, e com isso o seu fim foi só uma questão de mais tempo ou menos tempo.
Muitas vezes escutamos dizerem:
“Se arrependimento matasse!”
Pois eu não estou arrependido desta minha situação.
Só aprendemos de verdade na oficina da vida, e como o amor é livre, selvagem, e quanto mais nos sentimos integrados dentro desse estado de total liberdade, mais temos consciência da alegria que significa viver com uma, outra pessoa, porque assim escolhemos.
Se, no entanto; acionarmos o retrovisor da nossa historia pessoal, entretanto veremos que; já tivemos outros motivos para nos orgulhar bem mais. No entanto ninguém pode realmente viver preso ao passado, porque as nossas emoções transitam sempre em forma de lembranças, entre o nosso passado e o nosso presente, e todos os dias nós vivenciamos novas e inúmeras emoções e acontecimentos, nem sempre positivos, mas que diariamente interferem determinantemente e sem qualquer duvida com a nossa vida.
“Quando é que as mulheres começarão a intuir que acima de todas as infidelidades se acha a verdade, quer dizer, a fidelidade a si mesmas...”
‘Alice James’
Hoje, passados todos estes anos, e rememorando tudo quanto vivi com Ana, cheguei a muito triste conclusão de que ela foi de uma fidelidade total a si mesma. Ela era realmente assim, e não quis mudar uma vírgula, naquilo que realmente era.
Claro que o arrependimento pode mesmo matar, mas noutras circunstancias, e eu até já devia estar morto.
Logo eu que abomino dar dinheiro em troca de prazer, fui levado até ao Brasil, para dessa forma alimentar a “prostituta” mais cara da minha vida. Pois que uma “prostituta” não é só aquela que troca sexo por dinheiro ou bens, como consciência disso. É também toda aquela que se envolve para deliberadamente recolher mais valias diretas ou indiretas.
A minha vida ao fim de algum tempo no Brasil, descambou na total desorganização familiar, com a tentativa ultima da minha ex-sogra em querer controlar e comandar a minha vida pessoal. Ao mesmo tempo o meu relacionamento com a Fernanda por essa e outras razões estava na reta final. Como que voltei a uma época por mim também conhecida de alguns anos a esta parte, eram os tempos de uma mulher por dia, do prazer pelo prazer, da ausência de sentimentos de afeto, da ausência de mim mesmo, em alguns aspetos.
É no meio dessa turbulência que surge a Raquel Fernandes das Chagas, uma Brasileira sem nada de especial em termos de imagem, tirando talvez a sua grande desenvoltura em termos de conversa e, capacidade de argumentação, mesmo quando sabia não ter razão. A Raquel vivia saltando de casa em casa, e tanto quanto me acabou por contar, a sua vida era assim já á longos anos.
Nascida de uma relação da mãe com um cavalheiro que desde logo a abandonou para partir para São Salvador da Baia, a mãe ao dar á luz teve que a deixar registrada como filha do seu pai, portanto o avô da Raquel; virou em termos burocráticos e legais, que não biológicos, um pai.
Foi criada pelos: avós, maternos. E pelas tias, uma vez que a mãe não tinha condições materiais e mesmo de formação para a; conseguir criar condignamente. Depois, mais tarde foi para casa de uma tia e dedicou-se ao estudo aprofundado da religião evangélica.
Uma das principais razões, da sua vida ir sofrendo mutações desde muito tenra idade, foi, para além da influencia familiar, o fato de que desde logo se apercebeu que; a sua mãe que também vivia lá em casa, era também algo mais para a sua tia do que simples irmã, o que fez da religião um escape para tentar fugir do pecado que os seus olhos viam diariamente. A sua formação foi tão proveitosa, a nível de religiosidade como função, que chegou a dar formação a jovens, com a leitura da bíblia e outros textos religiosos.
Foi-se mantendo aos saltos de casa de uma tia para a de outra, até que resolveu tentar dar um rumo na sua vida e ir trabalhar.
A igreja Evangélica, no entanto; não permitia muitas das liberdades que lhe estavam a surgir como jovem, nomeadamente achava que era chegada a hora de perder a virgindade, e a igreja proibia terminantemente esse avanço na sua vida pessoal, assim depois de muito arquitetar acabou por escolher um empregado da sua prima e amiga Elizangela para levar a efeito esse desiderato, ao mesmo tempo, que; decidiu abandonar a igreja como crente e passar a ser uma jovem normal do seu tempo.
Segundo contou com todos os pormenores possíveis, escolheu o dia certo, e foi direta ao assunto, e ali nos fundos do escritório da empresa da prima, convidou o trintão para lhe fazer o tão desejado trabalho. Depois veio a arrepender-se mas, já era muito tarde para parar, pois escolheu um mestiço que era possuidor de um avultado membro que ao levantar das suas saias nem olhou duas vezes e foi por ali fora sem parar ou ter algum cuidado, nesse mesmo dia passou a gostar de ser penetrada também por trás, e talvez daí o seu gosto muito especial pelo sexo anal.
O pior foi o inicio, pois relatou que sangrou muito, devido ao tamanho do membro do primeiro candidato escolhido, que a deixou em pânico quando o colocou na sua mão, sendo que nem conseguiu fazer sexo oral, pois; segundo descreve, o seu tamanho era de tal forma exagerado que a deixava engasgada. Mas depois deste portador de penis do tamanho XXL, muitos outros se seguiram, e segundo ela, mesmo dizia, se havia algo no mundo que gostava realmente de fazer era; sexo, sobretudo anal.
Realmente esse seu desejo de iniciar a vida sexual pode ter tido origem num episodio que também contou com muito preceito, e referente á presença da sua mãe em casa de uma das tias. Assim; teria ela na época uns 5 ou 6 anos; uma noite escutou ruídos estranhos vindos do espaço onde estava a cama onde a mãe dormia, e que como ela era ainda muito jovem ficava apenas separado por uma cortina, do espaço onde estava a sua cama, daí que perante os ruídos tenha ido espreitar e tenha presenciado toda a cena da sua mãe fazendo sexo com a sua tia. Esse foi um momento que ela referia como inolvidável, pois conseguir ver duas mulheres satisfazendo-se sexualmente, ainda mais ali tão próximo, na sua frente, era algo único. Viu esse espetáculo muitas vezes, e com a sua mãe a poder gozar com outras parceiras, que foram surgindo na sua vida ao longo do tempo.
Depois, ao longo do tempo foi tendo namorados, uns melhores que outros, nos mais variados aspetos; da sua classificação masculina, e; um até se deu ao luxo de conseguir ter relações com a mãe e a tia ao mesmo tempo, pelo que ela acabou com o relacionamento quando os encontrou aos três no maior desfrute na sua própria cama.
Chegou mesmo a ter um namorado com o qual tinha tudo praticamente acertado para casar, no entanto ele embora membro de uma família abastada, era alcoólico e tratava-a como um simples objeto, para comer de vez em quando e manter em casa, e mesmo nesse aspecto segundo ela era um frouxo, sem capacidade de a; satisfazer intimamente como mulher, por isso volta não volta, quando sentia necessidade, arranjava um colega de trabalho que numa hora vaga lhe colocava os gostos e prazeres em dia.
Foi então morar com um novo namorado que vivia em casa de uma irmã, mas acabou por descobrir que apenas ali estava em troca de sexo ocasional, quando ele sentia prazer e a procurava para se satisfazer.
Antes dessa sua nova morada tinha estado uns meses a viver em casa da prima, a tal famosa Elizangela do primeiro de muitos, e também aí as coisas não tinham corrido muito bem, pois um dia o marido dela chegou um pouco embriagado e foi ter com ela ao quarto para tentar manter com ela relações sexuais. Na verdade eu nunca engoli muito bem essa historia, e hoje perante os acontecimentos anteriores e posteriores; acho mesmo que o marido da prima devia conseguir ir dando cobertura intima ás duas, no entanto ela apontava essa como a razão principal da sua saída lá de casa.
Entretanto começa a ter um relacionamento comigo, e eu próprio a incentivo a; ter uma vida própria, independente, no fundo a mudar de vida. É então que decide alugar um quarto na casa de uma promotora imobiliária de nome Iracema para todos e profissionalmente conhecida como Cema.
Na realidade a sua empresa imobiliária é assim algo artesanal, funcionado em moldes típicos brasileiros e familiares, no bom sentido do desenrasca para ir dando para pagar a eletricidade e o aluguer da casa. O alegado escritório funciona numa das salas da residência, mais parecendo a extensão da sala de estar, onde se pode encontrar os sapatos do filho, as suas calcinhas a secar numa cadeira, ou um vestido pendurado no armário onde estão os papeis para fazer os alegados contratos de aluguer. Enfim uma confusão imensa em que só ela mesma consegue viver e funcionar.
Para ajudar em toda esta “bandalheira” ainda podemos encontrar o filho, que até de nome indica logo que estamos na presença de algum ser estranho, e vindo de outra galáxia, o Ygor, um jovem com algumas limitações psíquicas, mais parecendo um “chimpanzé” tanto no aspecto como no raciocínio como na forma de estar na vida. Por certo este jovem, deve ter algum problema de retardo mental. Um jovem com cerca de 7 anos que não sabe pegar num talher e continua a comer com as mãos como qualquer “Símio”, isto de forma alguma pode ser tido como normal nos dias de hoje. Por outro lado tem por vezes momentos de paragem e imobilização durante largos minutos. Parece distante não escutando nada, e aparentando um olhar sinistro e por vezes mesmo tenebroso, para com as pessoas circundantes.
A mãe saia para ir tratar de algum assunto, e fechava-o no quarto á chave, a sua imagem a espreitar na janela gradeada com aquele seu aspecto e cor de pele ‘mascavada’ é que me fez imaginar nele um “chimpanzé”.
Foi nessa casa que eu acabei por passar um dos maiores sustos da minha vida, vividos até hoje, ao beber um chá oferecido pela tal Iracema, que me colocou num estado nunca antes vivido.
Assim, cerca de meia hora após ter ingerido esse chá, eu fiquei com um tal grau de mau estar interior que; só me possibilitava estar deitado e virado para um dos lados, se me voltava com o rosto voltado para o teto, tudo girava em meu redor e parecia que o teto baixava até ao meu rosto para me esmagar contra o colchão, e depois voltava a subir com a minha vista a ficar com imagem de cores disformes, e eu não conseguia distinguir nada em meu redor, nem sequer a porta de saída do quarto, tudo isto aliado a uma terrível má disposição, que estranhamente não era para vomitar, mas que parecia que me transformava em algo a varias dimensões, e com o corpo a passar por transformações que me levavam a quase entrar ao vivo nas reações vividas pelos atores do conhecido filme ‘Matrix’. Entretanto eu galhardamente recusava-me a fechar os olhos e tentar dormir, embora a sonolência fosse enorme, e a má disposição não passava, só aumentava, sendo que eu não me conseguia manter em pé, muito embora tenha tentado várias vezes, com a idéia fixa de me ir embora daquele local, em busca de auxilio de alguém no exterior. Ali, no interior daquela casa, eu não pretendia qualquer ajuda, nem sequer a de Raquel, pois eu já desconfiava de todo o mundo.
Passei por momentos de grandes suores e taquicardia, sempre acompanhados com a má disposição e esporádicas deturpações da visão.
Fiquei neste estado verdadeiramente alucinado por cerca de duas horas, sem conseguir sair dali, por um lado eu não queria dormir de forma alguma e por outro não me conseguia levantar, pois as tonturas não paravam e eu cambaleava como um bêbado, o que teria impossibilitado a minha condução do buggy para longe dali.
Cheguei a pensar que iria morrer, mas com uma grande insatisfação por não saber de que, e ainda mais numas condições terríveis.
Por fim, e muito lentamente, a situação foi passando, e assim que me consegui levantar e dar uns cambaleantes passos, lá rumei aos tropeções para a minha viatura, na época um buggy, e dali sai sem rumo estabelecido, eu só queria mesmo era conseguir encontrar o mar.
Recordo-me que estacionei junta da praia que fica ao pé do ‘Meg Shoping’ em João Pessoa, e ai fiquei deitado na areia, respirando o ar puro do mar, olhando o céu estrelado, durante longo tempo.
No caminho, e que dista umas centenas de metros, dali ainda senti problemas com a visão. Sobretudo a minha visão a média e a longa distância, e mesmo ao olhar de perto as luzes ainda me surgiam algo disformes. Dessa forma um ou dois dos semáforos que tive de ultrapassar, foram martírios pois; sentia um medo terrível de poder passar como o vermelho ainda acesso, e assim poder provocar involuntariamente um acidente, fiquei ali parado nos semáforos até que o som de uma buzina de um condutor parado na retaguarda me dava sinal de avançar.
Foi uma experiência para não mais esquecer, e jamais ser repetida. Só a posso caracterizar com uma palavra. Terrível!
Dias depois confirmei o que já tinha desconfiado, e agora podia confirmar, a Iracema tinha um jeito especial para feitiçarias e para as chamadas macumbas, assim como a Raquel, que conhecia os produtos próprios para isso.
Eu descobri essa especialidade da Raquel, quando ela foi arrumar alguns armários da cozinha de Iracema, e encontrou caixas e sacos com certas raízes, e ervas secas, bem como velas queimadas, juntas em grupos amarrados com cordéis e com papeis com nomes anexos, isto não era normal, e perante a minha pergunta a Raquel referiu que eram de serviços já feitos. Por outro lado aquelas raízes eram de vários tipos e nomes, alguns dos quais ela até sabia de cor. E mais interessante é que também sabia como eram utilizados e quais os efeitos, de entre estes o que mais me chamou á atenção foi mandrágora, desde logo recordei Romeu e Julieta, e até cheguei a imaginar se não me teria dado essa ‘porcaria’ misturada com outras como um normal chá...
Por ironia do destino, nesse mesmo dia ficou estabelecido por mim, que eu jamais entraria naquela casa, ao verificar que alguém lhe tinha deixado na porta de casa um prato cheio de cachaça com velas acesas dentro, e uma boneca de pano, pequena com variados alfinetes espetados e estrategicamente colocada no centro do prato e no meio das velas. Ela estava a chegar a casa e perante aquela imagem saiu do carro apressada, e chutou tudo aquilo com um violento pontapé, dizendo umas palavras bem estranhas, que não consegui decifrar.
Realmente eu não acredito nessas situações de bruxaria, mas que como dizem os Espanhóis: “... que las hay, Hay! las hay mismo...” e, portanto; perante aquela quantidade de material estranho, mais a alegada “macumba” feita á sua porta, mais os efeitos demolidores do chá; isso tudo junto foi para mim o ponto final.
Foi também nesse momento que a Raquel decidiu ir viver para casa da mãe, em Mangabeira, um dos bairros mais violentos da cidade de João Pessoa, onde muitas vezes a lei é a do velho Oeste, quem não mata, morre na hora, e nem importa o local!
Digo casa, mas na verdade era um casebre, dos muitos que se podem encontrar numa Favela pelo Brasil fora. Sem o mínimo de condições de ser habitado, sem higiene, enfim eu vi em aldeamentos de África melhores cabanas, e com mais dignidade em termos de condições para se viver.
Foi ai que eu, com pena da sua situação pessoal, resolvi no meu regresso ao Brasil deixar que fosse morar para o meu apartamento, obviamente que sabendo tudo quanto sei hoje, jamais o teria permitido, no entanto o erro esta cometido, e o tempo jamais volta para trás, e se arrependimento mata-se...
No entanto foi importante para mim ter vivido essa situação desde Setembro até ao mês de Novembro, pois nesses cerca de 2 meses aprendi muito em termos pessoais e humanos. Obtive um crescimento muito grande interiormente como pessoa, e também no conhecimento do relacionamento humano, hoje devido a isso sou um ser mais consciente e ao mesmo tempo muito mais frio no trato humanitário com certas e determinadas situações.
Naquele apartamento passaram a acontecer fatos que eu a titulo pessoal abomino totalmente, como roupa espalhada pela casa, tanto para lavar como lavada. Sapatos ou chinelos um pouco por todo o lado. Ganchos do cabelo abandonados na bacia, no bidê no local do duche, no próprio chão. Loiça amontoada para ser lavada, quando; “... a rainha fizer anos...” enfim; um sem numero de ocorrência com as quais eu jamais consigo conviver, pois são totalmente contra o meu modo de viver, e para mim são um dos indicadores numero um do que quero ou não quero em minha casa, e essa situação eu não quero de forma alguma, que faça parte da minha vida do dia a dia. Nunca conseguiria viver com uma mulher com essas condicionantes de total abandalhamento da imagem de uma casa.
Por ironia do destino, e provando como o mundo é pequeno, e mesmo sem querer muitas vezes os fatos se repetem, hoje, temporariamente vivo uma situação idêntica. E também mais uma vez já decidi que não é isso que eu quero para mim. Jamais eu viveria com uma pessoa com estas credenciais, no entanto também agora observo os sapatos a ficam abandonados pela casa, muitos deixam os chinelos na entrada da porta, estilo “barraca do cigano” e também a roupa vai ficando um pouco por aqui, e por ali, sem arrumação, lei ou ordem. Outro fato interessante esta minha relação momentânea, conhece a famosa Iracema, o que também me deixa um pouco de certa forma apreensivo, em relação obviamente; ao tratamento com certos métodos mais próprios do “sarava”.
Foi necessário chegar ao Brasil para vir encontrar estas situações. E ainda por cima todos estes personagens pertencem á Igreja Evangélica, não que eu tenha nada de particular, contra ou a favor desta ou outra qualquer religião ou seita, mas o fato é que é as coincidências são no mínimo muito curiosas e intrigantes, sobretudo para um Ateu; como eu.
Á primeira vista a Raquel aparentava ser; uma companhia agradável, e depois de melhor conhecer o seu elevado potencial sexual, pois ela entre outras coisas adorava, sobretudo; sexo anal era mesmo louca por isso, e eu assumo que nunca me fiz rogado aos seus gostos, foi assim ficando, um dia após outro como que para convívio sexual, ainda mais que eu reconheço, não vivia um dos meus melhores momentos em termos de estabilidade emocional.
No restante, bom cumpria o trivial, sem ser nada de fazer parar o transito. Pelos seus escritos que ainda conservo, assumia a sua grande paixão, e mesmo até á hora da roubalheira mantinha uma imensa vontade de manter de pé o relacionamento. Depois enveredou por ameaças pessoais, e para culminar pura e simplesmente assaltou a minha casa, levando mais de 8 mil reais em bens, todos registrados em meu nome. Por isso me sinto no direito de assumir que foi no Brasil que eu conheci a “prostituta” mais cara da minha vida, Raquel Fernandes das Chagas, filha de mãe bi-sexual assumida, e pai incógnito, que acabou por ser registrada pelos avos, ficando assim como irmã da mãe biológica, quando deveria ser neta do pai administrativo. Uma confusão de parentescos continuada pelos seus irmãos, cada um com seu pai, que a mãe biológica, uma fanática evangélica, se encarregava de ir colecionando, ao longo da vida. Curioso que a maioria dos evangélicos dizem ser tão crentes no momento do culto, e andam com a bíblia debaixo do braço para impressionar, mas que no fundo são tão depravados, ou mais, do que qualquer outro cidadão não ligado a nenhuma igreja, crença ou seita.
Logo agora que eu falo de evangélicos, e eu saio de uma família para entrar noutra enraizada nesse culto da bíblia debaixo do braço, palavras fáceis, mas não consistentes, e um sentimento doentio de que as suas palavras são lei, ou seja um autentico fanatismo.
Assim na minha nova casa, aqui no Brasil, acabo por conhecer a vizinha do apartamento do r/ch e nasce dai uma atração. Melhor dizendo: uma determinada admiração pela sua simpatia, e assim nasce um novo relacionamento, desta feita com a Lourdes.
O relacionamento com a Raquel já tinha terminado á muito, agora era uma situação meramente carnal, e mesmo assim neste meio tempo já tinha vivido na minha própria casa, por uma semana, a Neide, a tal mulata explosiva. Eu por mera caridade tinha aceitado que a Raquel ali permanecesse, até resolver a sua vida pessoal; até encontrar uma casa, e assim ali foi ficando por mais umas duas ou três semanas, até á data em que resolveu levar a efeito o assalto noturno.
Posso ter tido azar, ou mera coincidência, mas para mim tudo o que diga respeito a pessoas que estejam relacionadas, e sobretudo; enfronhadas nas religiões, nunca corre de forma algo normal ou de um modo bom. Esta foi a minha ultima tentativa, e assim muito embora a Lourdes não seja uma crente praticante, toda a sua família vive debaixo de um certo fanatismo religioso, e dessa forma pude ver in-loco como funciona o seu modo de viver. Batem no peito a palavra “Jesus”, gritam bem alto que vão fazer o bem, mas na realidade estamos perante um autentico bando de “vigaristas” e “impostores” que ‘sacaneiam’ tudo e todos assim que podem. Nesta nova alegada família, os irmãos se ‘sacaneiam’ até não poder mais, é a lei do mais esperto e mais forte que impera, até parece que estamos no meio da selva a lidar com os leões e as hienas, em busca do quinhão melhor da presa.
Como diria o filosofo ‘Manezim Gaudêncio’:
“A política é dinâmica e o adversário de hoje pode ser o aliado de amanhã!”
Esta máxima é incontestável nesta religião, pois eles não manifestam o mínimo respeito por eles próprios enquanto seres humanos, e, sobretudo; enquanto familiares, atuam bem mais como matilha, parecendo lobos esfomeados em busca de devorar uma presa indefesa.
Lamentavelmente conheci outros produtos dessa congregação religiosa, e não sei se por azar meu eram todos iguais no trato, cheguei então á conclusão de que; se deve tratar de ensinamentos recolhidos nas suas salas de culto, seguindo assim o exemplo do seu demagogo mor, o famoso Bispo Edir Macedo, que dono de uma fortuna impossível de quantificar, sonegada aos muitos ignorantes que vão doando o chamado dizimo em troca de patéticas idéias, com o sonho da entrada no reino dos céus. Tal como outras crenças, não sei quantificar quantas crenças que; fazem difundir as mais variadas crendices, em que algumas chegam ao ridículo de até oferecem umas ‘virgens’ á entrada do paraíso; para os homens que na terra cumprirem alguns rituais que chegam a incluir o seu próprio sacrifício, em atentados á bomba, como quase todos os dias podemos assistir no Iraque. Ou como os Jesuítas que em tempos idos afirmavam os mesmos demagógicos idéias para garantir a entrada monumental e heróica do crente no reino dos céus, dessa forma esse reino deve estar cheio de gente, com uma população incalculável a conferir pelos muitos ‘murcões’ sonegados ao longo dos tempos.
Esse tal Bispo Brasileiro, coitado um miserável, pois consegue viver, apresentando como comprovante perante as autoridades fiscais, um rendimento pouco maior do que o salário mínimo nacional do Brasil é alguém que merece a nossa piedade máxima, pois pobre dele, que com esse rendimento declarado, até deve ter direito a levantar a bolsa família mensal, e desta forma, quantas e quantas vezes me recordo, da minha infância e do famoso padre Adão e das suas escabrosas aventuras...
Como é possível que um homem que é dono de uma estação de tv, jornais, aviões, mansões e contas bancarias avultadas no estrangeiro, não ser colocado perante a verdade e enviado para o seu devido lugar, que deveria ser a prisão por pura vigarice, só mesmo no Brasil, muito embora tenha montado sucursais também na Europa, nomeadamente em Portugal, onde infelizes da vida, tentam acredita num amanhã melhor, a custa do pouco que conseguem amealhar.
A minha opinião pessoal perante os crentes das diversas igrejas e seitas, obviamente que é polemica, mas eu a assumo plenamente. Eu acho que a larga maioria são infelizmente cidadãos tão ignorantes que; nem em si próprios conseguem acreditar, e só por essa razão se enfronham de modo doentio no interior dos templos dessas crenças, procurando encontrar ali aquilo que não conseguem encontrar no interior de si próprios, assim a pobreza de espírito e a fraqueza da alma os faz entregar nas mãos e na bolsa de recolha do dizimo de terceiros; o seu destino.
Faz-me lembrar muitas vezes os nobres antigos, sobretudo os reis que queriam ser imortais, por isso mandavam construir imensos mosteiros e davam; todas as benesses possíveis e imaginárias á Igreja Católica, na esperança desse dom divino, ou em ultimo recurso na tal entrada no tão desejado e místico reino dos céus.
É por causa de exemplos deste tipo que um grupo de ferozes pensadores passou a atacar sistematicamente todas as expressões de fé do homem contemporâneo, atribuindo-lhes a factualmente a responsabilidade por muitos desatinos cometidos nestes últimos séculos da civilização.
Embora eu seja Ateu convicto, e não goste de discutir dogmas, pois que nunca apresentam a resposta para os mesmos, acho, no entanto; que estou certo, de que muitos desatinos foram mesmo cometidos pelo excesso de fanatismo religioso. É certo que muitos dos males da humanidade tem sido cometidos em nome de Deus, de Ala ou de Buda, no entanto o maior causador tem sido sem duvida o homem, que por detrás dessas crendices tem usado e abusado do seu poder e com isso tem conseguido colocar o mundo numa vibração constante, de pólo a pólo.
Nenhum líder religioso está isento de culpas, pois debaixo da sua capa de chamada santidade, e das suas ‘lenga-lengas’ dogmáticas provoca a ira de outrem. O mundo ficaria muito melhor se cada um tivesse a capacidade de pensar por si próprio, sem andar a seguir falsos profetas, pois se Deus realmente existiu, ele é só um.
Todo o fanatismo é irracional. E Deus dispensa com toda a certeza esse tipo de amizades.
A minha forma de pensar a religião esta baseada numa das bases mais sólidas do ateísmo que é a profunda convicção perante o fato de que a religião tem trazido mais morte do que vida ao mundo.
Religião é o subproduto dos medos humanos, da falta de entendimento do sentido da vida, das suas carências emocionais e do seu desejo inato de adoração. Daí que o homem criou as religiões. A religiosidade extrema, e determinada a combater o factual, em detrimento do dogmático, cega e aliena muitas vezes.
Os religiosos usam e abusam da boa vontade das pessoas, mas, no entanto; esquecem que aquilo que nós que; pensamos a igreja de uma forma descomprometida e isenta; é que sabemos que esse tal de Deus, não pertence á igreja, não se subordina aos ritos humanos, não anda acumpliciado com os lideres da religião. Deus não tem pré-requisitos para se chegar até ele, basta uma simples manifestação de vontade, livre de compromissos.
Lamentavelmente, a religião utiliza cada vez mais a palavra Deus, para o seu uso individual, visando unicamente o poder e o dinheiro, afinal de contas abrir uma igreja religiosa é nos dias de hoje um ótimo negocio. Uma Igreja pode eleger um político, pode através dela; ser veiculo para a prática da lavagem de dinheiro, pois as igrejas são imunes á maioria dos impostos, daí que cada vez mais se possam encontrar enxurradas de novos apóstolos e anjos-homens que desejam manter e ampliar o seu poder utilizando gratuitamente a palavra Deus.
Talvez por ser cada vez mais fácil encontrar em cada esquina destes “charlatões”; cada vez se podem encontrar no Mundo, mais pessoas como eu, que não acreditam em nada destas historietas, muito embora tenha consciência de que deve ter existido um homem que tenha andado sobre a terra a pregar, á muitos e muitos anos. No entanto para a mim não existe um Deus superior a reger a nossa vida, a nossa vida é regida única e exclusivamente pela natureza, desde a criação até ao final dos nossos dias. Outras pessoas embora acreditando em um Deus, buscam a sua mensagem de forma isolada na intimidade das suas vidas, talvez esse seja o tal Deus em que acredita a minha irmã Alcina.
O relacionamento com a Lourdes era assim marcado pela clara diferenciação dela em relação ao restante clã, no entanto, sempre influenciada indiretamente pelos pensamentos externos.
Conseguir viver no Brasil quase dois anos é um ato de coragem face ao País real que um europeu aqui vem encontrar, com um processo de evolução da civilização alicerçado na hipocrisia, na arrogância e na prepotência configurado como um País autoritário e violento, aqui a lei é a força.
Para mim mais grave ainda do que a violência é a cultura de intrujice comum a muitos naturais conhecida como o “Jeitinho Brasileiro”, sobretudo utilizado pelos efêmeros detentores do poder que confundem esperteza com inteligência e procuram a todo o instante burlar a lei e a ordem em fatos tão simples, mas as mais das vezes significativos, como; furar a ordem de uma fila, escapar da ação da justiça com artimanhas que estão preparadas de tal forma que neste País é de tal forma humilhada e aviltada a dignidade humana e as leis só existem para condenar os pretos, pobres e prostitutas como se pode comprovar observando os compêndios do direito penal.
Daqui resulta que para um europeu a sua presença aqui é uma constante luta com a sua consciência democrática e social, pois jamais conseguimos observar nesta terra um ideal de justiça como o que o jurisconsulto Romano ‘Ulpiano Apucana’:
“Viver honestamente, não enganar ninguém e dar a cada um o que é seu!”
Não que eu acredite em santinhos, mas na verdade aqui existem muitos exageros de conduta, perfeitamente admitidos e consolidados como dados adquiridos, no dia a dia.
A minha tentativa pessoal de constituir uma família, com a Lourdes, seguindo os velhos cânones Massapina, de que sem uma família somos devorados pelos lobos, ou seja; pela própria sociedade, estava assim a seguir um caminho de tentar, e se bem que no inicio prometia poder tornar-se um êxito, acabou ao longo do tempo por virar um profundo fracasso.
Por um lado eu não conseguia nunca assimilar a cultura da sua família, pois me recusei a deixar controlar e colonizar. Isso nunca aconteceria e obviamente que acabou por não acontecer, e claro que não iria ser agora que eu me iria sujeitar a mudar de pensar em termos sociais, religiosos e outros. E por outro lado é bem visível que face á minha personalidade forte e frontal, também, jamais eu conseguiria ser aceite por aquela gente.
Aquela alegada família era visível que tinha tido princípios algo nobres por parte do pai e da mãe de Lourdes, no entanto talvez que o excesso de dinheiro os tenha tornado por um lado ridículos e por outro lado; totalmente insanos ao direito e ao dever e abertos a uma política do deixa andar.
Uma irmã “sanguessuga” consegue viver largos períodos da sua vida em casa da irmã, sem sequer contribuir para os gastos normais e diários. Na sua ultima investida foram 6 longos meses de hospedagem e quando finalmente saiu, teve que ser quase á força e nem um muito obrigado deixou, resolveu sair um dia como uma fugitiva. No entanto passados alguns meses lá vinha ela para mais uma nova tentativa de hospedagem, mais um exílio dourado, e ai foi o meu temperamento e total frontalidade que salvou a Lourdes de mais uma invasão familiar, digo salvou; mas é mentira, pois ao não conseguir acampar em casa da Lourdes ela foi encaminhada para casa do filho, e na mesma a Lourdes contribuiu com o abastecimento da despensa. Pelo menos foi uma tentativa abortada em termos econômicos diretos que não indiretos.
Um outro irmão vai ‘vigarizando’ toda a família de um modo bem visível e descarado. Sem profissão, vive de expedientes e de enganar um e outro. Lançado na política local acabou por entrar um dia como tigre e sair algum tempo passado; como um gato sem escalpe. Antes disso provocou um desfalque numa empresa onde esteve empregado, e claro que o xadrez foi o seu caminho, ficando á sombra algum tempo. No entanto exceto uma irmã, a única com um pouco, para não dizer muito de visão e dignidade, mais ninguém lhe diz nada, uns por temor reverencial, outros por terem o rabo preso a alguma situação estranha e comum.
Lá vem a minha objetividade ao de cima, ao verificar desde a primeira vez que o vi que; lidava com alguém de pouca confiança, pois sempre me ensinaram que homem que não consiga olhar nos olhos de outro homem, não é de confiar minimamente, e este individuo não olha nos olhos tanta é a sua falta de confiança de enfrentar alguém, que tal como eu, quase consigo ler no fundo dos olhos e; entrar de modo descarado até ao fundo da alma.
Também aqui tive que um dia colocar ordem na capoeira, informando o cavalheiro, olhando-o bem na cara, de que sabia que no Brasil se pode encomendar alguém por meros quinhentos reais, mas que eu não necessitava disso; uma vez que ainda tinha duas mãos. Por outro lado, em ultimo recurso e se necessário fosse eu sabia também muito bem a quem encomendar o serviço. Ficou assim desde logo estabelecido o limite da cerca de proximidade, e ao mesmo tempo a conhecer e saber com quem lidava, eu nunca fui de mandar recados por ninguém, gosto muito de os; transmitir, eu mesmo e de preferência diretamente, olhos nos olhos, pois assim consigo pegar desde logo o ‘boi pelos chifres’.
Outra irmã; veio do Rio de Janeiro atrás do cheiro da herança dos pais. Antes mesmo de chegar, alugou por aqui uma casa para a família se instalar, no entanto quando chegou acabou por montar hospedagem, com armas e bagagens em casa da irmã Lourdes, e foi comendo e bebendo com mais 5 filhos, durante bem mais de um mês. Acabou por ter que sair quase á força e mesmo assim contrariada, quando lhe tive que dizer umas quantas verdades no momento certo, e a proibir de entrar em casa enquanto eu por ali estivesse a viver.
É essa mesma irmã que já numa fase de discussão de partilhas, chama ladra á irmã em plena via publica, a irmã que a acolheu na sua própria casa. Logo a única irmã que ainda nada recebeu de bens da família, por adiantamento ás partilhas. No entanto a irmã continua a falar-lhe. É espantoso como o filosofo Manezim Gaudêncio tem toda a razão na vivencia social brasileira.
Depois de ir constatando, que esta família é mesmo assim. Ainda pude verificar que fazem da casa da irmã um armazém de hospedagem permanente de toda a família, e que ela nunca consegue dizer não a toda esta ridícula situação. Vai dizendo sempre sim ao acumular de dividas e ao avolumar de despesas para conseguir manter sempre ativo o seu modo de ser. No entanto ninguém ousa tomar a iniciativa de um auxilio pessoal, se sentirem que existe algum problema no horizonte, antes pelo contrario, quanto maior é a pressão, maior é a carga que vão desenvolvendo.
E eu estou de momento, no meio desta alegada família, onde um filho com pouco mais de 5 anos, um ‘fedelho’, comanda a vida da mãe, como se fora ele o pai dela. A criança assume a liderança nas exigências, faz birras como forma de chantagem direta, e ela; lá vai dizendo a tudo que sim, sem colocar a sua postura pessoal de mãe em primeiro lugar.
O outro filho de 24 anos, não trabalhava até á pouco tempo, não estuda, vive de expedientes, e claro da mesada da mãe, para poder sustentar a mulher e o filho, que de modo irresponsável criou, ao criar um romance com a baba do irmão, que de empregada ansiava passar a patroa, e assim dar o golpe do baú.
É esta a alegada família, que eu um dia achei que poderia dar certo para mim, que eu um dia imaginei que poderia integrar. No entanto ao fim de cerca de um ano de inúmeras tentativas, sei que jamais poderá dar certo, pois após ter tentado tudo, tenho a nítida sensação de que tal como anteriormente, com Ana de Sousa Leal, também aqui não consigo ter qualquer êxito na tentativa de transformar algo.
É assim que eu continuo sem desistir, na minha busca da felicidade, procurando conseguir formar uma nova família.
Posso enganar-me mais uma vez, mas quanto mais vezes conseguimos encarar as dificuldades, os aborrecimentos e as frustrações, como teste para desenvolvermos a nossa personalidade, a nossa paciência, e perseverança, maiores serão sem duvida as nossas possibilidades de crescimento e evolução interior.
Sempre que as coisas derem de algum modo errado e formos forçados a mudar os nossos planos por algum imprevisto inesperado, não nos esqueçamos de que a flexibilidade e a aceitação da mudança de rumos podem fazer toda a diferença.
Hoje a nossa estrada da vida esta já feita e pavimentada, porque os conhecimentos adquiridos já nos abriram caminhos rigorosos, mas temos que ser, no entanto; vigilantes e disciplinados para tentar não cometer os mesmos erros do passado. Tais requisitos devem ser os mais importantes, e muito embora o amor seja livre e selvagem, e quanto mais nos sentimos nesse estado de total liberdade, mais temos consciência da alegria que significa viver a vida com outra pessoa, desde que seja a pessoa certa, na hora certa, no local certo e porque assim escolhemos de modo recíproco.
Quando a nossa vida parece ir tomar um rumo, uma definição, eis que tudo muda de um momento para o outro.
Gosto muito de ler inúmeros aprendizados e modelos mentais, sobre os mais variados temas. Recentemente li um que como que parecia escrito á minha medida, assim como se fosse feito mesmo para mim.
As pessoas estão constantemente interagindo com o meio em que vivem, e com isso, estão constantemente a modificar-se, assim na visão construtiva de Piaget, isso é chamado de “chama adaptação”. E o processo de adaptação, por sua vez, também segundo Piaget, compreende outros processos; assimilação, acomodação e equilibração.
Na assimilação, as pessoas enfrentam situações novas a partir dos modelos mentais de que dispõem e permitem que novos modelos mentais se juntem aos que elas já tem como adquiridos e admitidos no seu espaço de saber.
Na acomodação, elas fazem uma espécie de triagem dos modelos mentais disponíveis, reorganizando-se e modificando-se para que ofereçam melhores respostas ás suas novas experiências e necessidades.
Já na equilibração, que muito apropriadamente podemos ir chamar de “crescimento da Inteligência”, as pessoas desequilibram-se momentaneamente em busca de soluções para alguma situação desafiadora, e nesse processo, as suas estruturas mentais reorganizam-se e se ampliam, permitindo maior compreensão da realidade. Depois disso a pessoa repõe o seu equilíbrio... muito mais inteligente!
Resumindo, aumentamos a nossa inteligência quando estamos diante de uma situação nova para a qual ainda não temos um padrão de resposta assimilado.
Situações completamente novas nos desequilibram, nos levam a buscar uma resposta adequada, a aplicar essa resposta e, depois, a assimilá-la e acrescentá-la á nossa coleção de modelos mentais, que é o nosso arsenal de inteligência.
O aprendizado é um processo continuo na vida das pessoas. Disso todos nós sabemos; o que nem todos nós sabemos é que ele é um importantíssimo recurso para aumentar a inteligência.
Eu próprio só a pouco e pouco fui ficando capacitado para a importância de não desperdiçar esse valioso recurso, e assim o utilizar para a minha vida pessoal do modo mais espontâneo, mas ao mesmo tempo reunindo todas as condições necessárias para que a sua assimilação seja um verdadeiro êxito em cada instante.
É dentro dessa filosofia e sem planejar nada que em determinado momento da minha vida surgem as situações para acrescentar ás possibilidades de resposta ao êxito da minha vida.
Foi assim que conheci alguém, que é um edificante importante momento da minha vida, uma verdadeira lição de vida, um valor importante e não superficial.
Passados já neste momento, mais de três meses de relacionamento mais intenso, penso mesmo; na minha habitual pergunta:
Mas porque?
Porque não dar uma oportunidade, uma chance á vida...
Porque não?
E vou mesmo dar essa oportunidade a mim próprio, e dessa forma tentar mais uma vez uma hipótese de vitória pessoal.
Eu penso sempre que pode ser.
Quem sabe?
Ninguém!
Nem eu próprio neste momento sei, só mesmo arriscando se pode vir a; saber, mas; como eterno perseguidor da hipotética felicidade pessoal, assumo que vou dar mais uma chance, mais uma á minha vida!

2 comentários:

Gigi Mattheus disse...

João Meu Querido,

Neste meu comentário, mais uma vez parábenizo-lhe pela magnífica obra que meus olhos vislumbram a cada capítulo avançado.
Neste capitulo em particular, sobretudo por ser um pensamento que passei a comungar também, é que;
"a unica obrigação que temos nesta vida, é a de nunca desistirmos de procurar encontrar a nossa felicidade".

"só mesmo arriscando se pode vir a; saber, mas; como eterno perseguidor da hipotética felicidade pessoal, assumo que vou dar mais uma chance, mais uma á minha vida"!

Parábens!
De-se está chance!
Torço por isso!

Beijo imenso!
Gilda.

Jose Joao Massapina Antunes da Silva disse...

Cara Amiga e Leitora

Obrigado pela forta atenta com esta a seguir esta pré-publicações.

Fico feliz de saber que gosta daquilo que tenho para oferecer.

Beijo